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quarta-feira, 22 de abril de 2009

O CONDE DRÁCULA (Scars of Dracula)


O CONDE DRÁCULA



"O Conde Drácula" é o sexto filme da série, e o quinto com a participação de Christopher Lee. Considerado um dos mais violentos da saga inglesa de Drácula, foi dirigido por Roy Ward Baker, responsável também por outros filmes importantes da "Hammer" como "Uma Sepultura na Eternidade" (67), "Os Amantes Vampiros" (70) e "O Médico e a Irmã Monstro" (71), e também da rival "Amicus" como "Asilo Sinistro" (72), uma antologia com episódios escritos por Robert Bloch (autor de "Psicose"). O roteiro de John Elder (na verdade, pseudônimo de um executivo da "Hammer", Anthony Hinds), conta mais uma história dentro do universo ficcional de "Drácula". O filme inicia com a ressurreição do vampiro, que estava transformado em cinzas, através do contato com o sangue de um morcego. Uma vez de volta à vida, o eterno "Príncipe das Trevas" Drácula (Christopher Lee) continua a matar as belas jovens do vilarejo vizinho de seu imponente castelo gótico, sugando-lhe o sangue pelo pescoço. Revoltados, os aldeões se reúnem e invadem o castelo ateando fogo na enorme estrutura de pedra, imaginando terem destruído o conde.
Porém, ele escapa da tragédia e auxiliado por seu servo Klove (Patrick Troughton), ele recebe a visita inesperada em seu castelo de um jovem encrenqueiro, Paul Carson (Christopher Matthews), que estava fugindo da polícia de uma cidade próxima chamada Kleinenberg. Paul havia se envolvido num romance proibido com a filha do burgomestre local (Bob Todd) e estava sendo caçado por dois policiais (Toke Townley e David Leland). Chegando no vilarejo próximo ao castelo de Drácula, ele é bem recepcionado por Julie (Wendy Hamilton), empregada de uma hospedaria, mas é expulso pelo proprietário (Michael Ripper), indo parar involuntariamente no ainda imponente castelo, mesmo depois de avariado pelo incêndio do passado. Paul é recepcionado por uma das escravas vampiras de Drácula, a bela Tania (Anouska Hempel), e logo torna-se prisioneiro e vítima do conde das trevas. Preocupados com seu desaparecimento, seu irmão mais novo Simon (Dennis Waterman) e a noiva Sarah (Jenny Hanley) partem a sua procura e chegando ao vilarejo são orientados pelo padre local (Michael Gwynn) para seguir até o castelo, onde serão ajudados pelo servo Klove (que nutre um sentimento platônico pela bela Sarah), e conhecerão não só a cordialidade e o cavalheirismo típicos de Drácula, como também a sua fúria assassina e sede de sangue, enfrentando um confronto mortal com o vampiro.
Algumas cenas são bem violentas, principalmente considerando-se a época da produção, destacando a carnificina realizada dentro de uma igreja, onde várias mulheres foram brutalmente assassinadas por morcegos sanguinários, com direito a olhos vazados, e rostos totalmente dilacerados pelas mordidas dos animais vampiros. Outro momento de forte apelo em termos de horror foi o assassinato da escrava Tania por seu mestre Drácula através de violentos golpes de faca, e seu posterior esquartejamento para dissolver seus orgãos em ácido, numa ação macabra do escravo Klove utilizando cutelos e serras para desmembrar o corpo da bela mulher. Hoje em dia, ocorrem banhos de sangue infinitamente superiores em diversos filmes de horror explícito, porém há mais de 30 anos atrás mesmo uma cena discreta de esquartejamento causava um impacto impressionante no público.
Os efeitos especiais são extremamente precários, típicos de uma produção de baixo orçamento. Os enormes morcegos de olhos vermelhos, que possuem importante influência na história, são notavelmente criaturas artificiais, onde podemos visualizar sem grande esforço as cordas que os sustentam nos vôos. Mas o castelo em compensação é uma típica fortaleza gótica de pedra construída no alto de um penhasco, em interessantes cenários que recriam essas imponentes estruturas do passado.
Porém, o maior destaque realmente é a presença macabra de Christopher Lee como Drácula, encarnando magistralmente o vampiro da noite, dizendo poucas palavras e priorizando as expressões faciais, com seus olhos vermelhos de sangue reproduzindo o ódio e o mal absolutos.
O ator, nascido em 1922, ficou mundialmente conhecido e imortalizado por seus diversos papéis de vilão, principalmente na pele do Conde Drácula. Sua filmografia é vasta e variada, com centenas de filmes em seu currículo, sendo eleito em 2001 com um dos atores com mais participações, entrando para o cobiçado livro "Guinness" de recordes mundiais.

Destacam-se em sua carreira os filmes de horror, como a série de vampiros da "Hammer", além de outros como "A Maldição de Frankenstein" (57), "A Górgona" (64), "A Maldição do Altar Escarlate" (68), "O Ataúde do Morto-Vivo" (69), "A Casa que Pingava Sangue" (70), "A Essência da Maldade" (73), "O Homem de Palha" (73), O Expresso do Horror" (73), "Uma Filha Para o Diabo" (76), e "A Mansão da Meia-Noite" (83), a maior parte ao lado de Peter Cushing, outro ícone do horror. Em 1996, Lee foi merecidamente escolhido para apresentar um especial produzido para a televisão comemorando o centenário do cinema de horror, dividido em 14 capítulos. Ele também foi o único ator a interpretar todos os mais importantes personagens do cinema fantástico: desde a criatura de Frankenstein, o vampiro Drácula, passando pela Múmia, o vilão Fu Manchu, até o famoso detetive Sherlock Holmes. Christopher Lee ainda está na ativa, com seus 80 anos de idade, e atravessando mais um momento mágico em sua carreira, tendo o privilégio de ser homenageado por vários cineastas importantes como Tim Burton, participando do seu excepcional "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça" (99), ou George Lucas, que lhe deu o papel do vilão Conde Dookan / Darth Tyranus em "Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones" (2001), ou ainda Peter Jackson, com sua participação no papel do vilão mago Saruman na fantástica trilogia "O Senhor dos Anéis", baseada na obra homônima de J. R. R. Tolkien.

Renato Rosatti

ANO: 1970 PAÍS: Inglaterra
DURAÇÃO: 096 minutos
DISTRIBUIDORA:
DIREÇÃO: Roy Ward Baker ELENCO: Christopher Lee, Dennis Waterman, Jenny Hanley, Christopher Matthews, Patrick Troughton, Michael Gwynn, Michael Ripper, Wendy Hamilton, Anouska Hempel, Delia Lindsay, Bob Todd, Toke Townley, David Leland, Richard Busk, Margo Boht, Clive Banie
CARACTERÍSTICAS: Coloridorido; Legendado



Fonte: http://www.bocadoinferno.com

O VAMPIRO DA NOITE (HORROR OF DRACULA)


O VAMPIRO DA NOITE



Assim como outras produções da Hammer, Horror Of Dracula possui várias vantagens sobre as antigas versões da Universal. A primeira e mais óbvia é o uso da cor, seguida pelo tratamento mais moderno dado aos monstros. No caso de Drácula, Lee foi um vampiro bem mais sedutor, violento e impressionante do que o vivido por Bela Lugosi, graças ao roteirista Jimmy Sangster e à própria presença cênica admirável do ator (Lee possui quase 2 metros de altura). De todos os filmes da Hammer protagonizados pelo Conde, este é o que segue o livro de Bram Stoker mais fielmente. Mesmo assim várias liberdades foram tomadas, locações e personagens foram modificados e a trama foi consideravelmente condensada. Apesar disso, ela ainda é a conhecida história de Jonathan Harker viajando até o castelo do Conde Drácula.

Após transformar Harker em vampiro, Drácula vai para Londres, onde passa a ameaçar a família do rapaz. Contudo, antes que consiga transformá-los a todos em seus escravos vampiros, o Dr. Van Helsing, um especialista em criaturas da noite, surge para destruí-lo.

Dirigido pelo grande Terence Fisher, O Vampiro da Noite é repleto de imagens e momentos memoráveis. É sem dúvida o melhor filme de Fischer, ao assisti-lo você nunca percebe que está, na verdade, ante uma produção de baixo orçamento.

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Fonte do texto: http://paixaodracula.blogs.sapo.pt/559.html

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O EXORCISTA - ROMANCE



O EXORCISTA

William Peter Blatty


Resenha de Henry Evaristo





A literatura de terror da idade moderna e, por progressão, a de nossa era contemporânea jamais conheceu uma obra tão densa e prenhe de terrores sobrenaturais, visões tenebrosas e idéias esmagadoramente assustadoras quanto o romance O EXORCISTA escrito em 1971 pelo norte-americano William Peter Blatty.

Egresso dos roteiros para televisão onde trabalhava sobretudo textos de humor e dos filmes de comédias onde fora parceiro de Blake Edwards, Blatty buscava algo que lhe possibilitasse uma projeção maior no cenário artístico mundial principalmente após passar a trabalhar sem a presença do parceiro.

Neste período, o escritor lembrou-se dos relatos que ouvira nos tempos de faculdade sobre o suposto exorcismo de um garoto de treze anos no estado de Maryland que durara seis semanas. Essas recordações dos tempos de academia somadas à profunda formação católica de Blatty possibilitaram que em sua mente se formasse o argumento central da obra.

Para escrever o romance, o autor isolou-se num chalé alugado no interior de uma área de florestas em Lake Tahoe, nas montanhas de Sierra Nevada. De certo a própria atmosfera tétrica das matas que circundavam o chalé, as noites escuras e a solidão em meio a uma região desolada contribuíram de forma capital para a elaboração do clima pesado do livro.

Como consultores, Blatty contou com o auxílio de vários membros das paróquias de Washington; diversas pessoas ligadas à ingreja católica e que eram de seu convívio pessoal também contribuíram com informações a respeito de rituais de exorcismo e casos de possessão demoníaca tidos como reais. Serviram-lhe de inspiração os casos relatados nos livros do estudioso da demonologia, monsenhor Corrado Bauducci bem como relatos contemporâneos tais como o do próprio menino estadunidense conhecido como Robbie. Atualmente muitos crêem que o caso da garota alemã, Anneliese Michel tenha sido sua principal inspiração mas a alegação não procede visto que os fatos ocorridos na fazenda em Klingenberg am Main só tomaram forma entre 1975 e 76 e só vieram à publico no início dos anos 80.

Na solidão de seu chalé alugado nas montanhas, Blatty inventou a estória da menina Regan McNeill, de doze anos de idade, filha de uma proeminente estrela de cinema dada a ataques de nervosismo e sem religião, que de repente começa a apresentar sintomas estranhos de algum tipo raro de desordem mental.

Apresentada a uma junta formada pelos melhores profissionais médicos que o dinheiro de uma atriz de sucesso em Hollywood poderia pagar, a garota revela-se um enigma sem solução aparente. Após dezenas de exames tortuosos, a mãe da garota é aconselhada a procurar métodos não ortodoxos de cura.

O sintomas iniciais envolvem insônia, hiperatividade com momentos de apatia e sonambulismo. Evoluem então para irritabilidade, agressividade moderada e em seguida agressividade extrema e incontrolável com a utilização veemente de palavreado chulo. É quando os médicos surgem com a idéia de mudarem os métodos investigativos para uma abordagem menos patológica e mais subjetiva, poderíamos afirmar.

Entram em cena os psiquiatras, psicólogos e demais profissionais da mente que também nada obtém de resultados práticos ou imediatos. A ministração de drogas inibidoras do comportamento contribuem para a rápida degradação física da garota que começa apresentar profundas alterações nas feições do rosto. Rapidamente Regan vai se tornando num mostro preso no andar de cima enquanto estranhas ocorrências, que evolvem até mesmo um assassinato, vão tendo espaço do lado de fora da casa numa espetacular subtrama que envolve implicações pra lá de tétricas.

Um dos aspectos mais pavorosos do livro é a utilização de informações científicas com relação aos distúrbios conhecidos como fenômenos de dupla personalidade, em contraste com as informações advindas dos consultores da igreja católica que participaram da construção da estória. Blatty lança mão de estudos perturbadores a respeito da mitologia da possessão; transcreve trechos horrendos do Ritual Romano e de outros tratados sobre demonologia. Há passagens no romance que são capazes de arrepiar os cabelos do mais intrépido dos leitores.




Como o próprio autor nos fala na introdução da obra, O Exorcista é um livro sobre o diabo; não um demônio, mas o próprio diabo. Assim ele se inscreve no universo cultural de cada um de nós ocidentais. Crescidos dentro de ambientes cristãos, mesmo que não necessariamente católicos, somos treinados a crer em forças negativas e positivas que habitam um universo paralelo ao nosso mas que, mesmo assim, atuam sempre antagonicamente em nosso mundo. Temos em nossos imaginários quão lindas são as forças do bem e o quão horrendas são as forças que emanam do mal. Logicamente este conceito é anterior à bíblia, e descende mais de livros como o Zend-Avesta, a base do zoroastrimos persa, do que de preceitos originários da fé cristã. Por assimilação de tradições milenares, estas determinações culturais acabaram contaminando os escritos bíblicos e sendo transmitidas ao universo cristão com nomes diferentes.




Por atuar dentro desta esfera sobrenatural tão comum à cultura ocidental, O Exorcista permite uma identificação imediata do público com os personagens que precisam enfrentar o grande inimigo, o maior antagonista do homem, aquele ser que assola as vinhas do todo poderoso, que atenta contra tudo o que é belo e que é, sobretudo, o encarregado de levar consigo as almas impuras. Assim, o livro conquista os piores medos do leitor e o prende em suas páginas, pois, a partir daí, não há quem não passe a buscar no desfecho alguma forma de redenção para o próprio ato de ler a obra.

Os Mortos-Vivos
Luiz Poleto
Escrito em 17 de Junho de 2008





“Qual foi a pior coisa que você já fez? Não vou contar, mas lhe direi qual foi a pior coisa que já me aconteceu... a mais terrível...”

É com essa frase que Peter Straub começa uma das melhores histórias sobrenaturais do século XX, considerada pela crítica como uma narrativa incomparavelmente moderna.

Peter Straub nasceu em Milwaukee, Wisconsin, no Centro-Leste norte-americano. Aqui no Brasil, infelizmente, não é muito conhecido, e poucas de suas obras foram traduzidas para o português (felizmente “Os Mortos-Vivos” foi uma delas). Em sua terra natal, entretanto, ele goza de bastante prestígio.

Straub já ganhou prêmios de prestígio, como o Bram Stoker Award, dois World Fantasy Award e o International Horror Guild Award, o que o coloca como um dos escritores mais premiados da atualidade. Devo dizer que os prêmios são muito bem merecidos.

Os Mortos-Vivos tem um dos prólogos mais angustiantes que já li, e foi difícil não enlouquecer da mesma forma que o personagem apresentado ali.

A história se passa na pacata cidade de Milburn, e envolve um grupo de quatro amigos que foram a Sociedade Chowder: Ricky Hawthorne, John Jaffrey, Sears James e Edward Wanderly, que tem o custome de reunirem-se duas vezes por mês para contar histórias de fantasmas, acompanhados por charutos e bebidas. Não importa como as histórias aconteceram, o que importa é a forma em que é contada para o grupo.

Quando uma série de estranhos eventos começam a acontecer na cidade, eles resolvem pedir a ajuda de Donald Wanderly sobrinho de Edward. Donald é um escritor e seu último livro fora sobre ocultismo, por isso a Sociedade acredita que as pesquisas que Donald fez para o livro possam ajudá-los.

Donald chega na cidade e eventos ainda mais estranhos acontecem, alguns deles incluem uma ex-namorada de Donald, uma ex-moradora da cidade e alguns integrantes de uma das histórias de Sear James contada em uma das reuniões da Socidade.

Peter Straub escreve de uma maneira em que vários eventos acontecem em vários pontos do tempo, sem que haja confusão nem falta de entendimento, e é complicado fazer um resumo do livro sem correr o risco de revelar alguma parte importante. As quase 500 páginas não são um empecilho a leitura, que flui absurdamente rápida e não é cansativa – mesmo nas partes de marasmo. Seus personagens, e eles são muitos, são muito bem trabalhados, e em alguns pontos do livro é difícil saber quem é protagonista e quem é coadjuvante.

Este livro com certeza merece um espaço na estante (depois da leitura obrigatória, é claro).

Ficha Técnica:
Peter Straub, 1979
Título Original: Ghost Story
Tradução de A.B. Pinheiro de Lemos
Editora Nova Cultural.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

MEDO PROFUNDO

MEDO PROFUNDO



Desde Tubarão, muitos diretores e produtores têm tentado puxar lucro em cima de tramas que envolvam animais psicopatas assassinos. Mas após o sucesso do filme de Spielberg em 1975, apenas dois filmes conseguiram obter êxito neste filão: Piranha (1978), de Joe Dante e Alligator (1980), de Lewis Teague.

Recentemente alguns filmes de crocodilo têm surgido com uma qualidade acima da média das últimas décadas. É o caso de "Primitivo" e o mais recente "Rogue" mas é à uma produção modesta, vinda diretamente da Austrália (o país dos crocodilos!), sem nenhum ator famoso no elenco ou nome forte na produção, que cabe o papel de melhor filme de animal assassino desde de Tubarão.










Medo Profundo é um excelente filme! E consegue meter medo onde tantos e tantos outros falharam; um medo que nos aprisiona do início de sua exibição até a última cena como é raríssimo acontecer em nossos dias.


Vejamos a sinopse:










Grace leva o namorado Adam e a irmã mais nova Lee para curtir as férias no norte da Austrália. Quando os três embarcam em um aparentemente pacato passeio de barco pelo rio, no entanto, um ataque inesperado faz com que Jim, seu guia desesperado, suma misteriosamente nas águas obscuras. Sem escolha para tentar sobreviver ali, perdidos e sozinhos, os três terão que explorar o pântano e encontrar um lugar seguro. Mas eles estão sendo observados por uma fera faminta e sinistra, que aguarda o momento certo de atacar. Em um thriller de tensão cada vez mais crescente, talvez eles tenham que deixar o medo de lado e contra-atacar se ainda quiserem ter esperanças de voltar para casa...



Falar mais sobre o trabalho seria correr o risco de estragar tão poderosa surpresa. Assista e volta aqui para nos dizer como foi!





FICHA TÉCNICA:


ANO DE LANÇAMENTO
2007 (Austrália)
DIRETOR
David NerlichAndrew Traucki
ELENCO
Maeve DermodyDiana Glenn Ben Oxenbould Fiona PressAndy Rodoreda
ROTEIRO
David NerlichAndrew Traucki
PRODUÇÃO
Michael Robertson
FOTOGRAFIA
John Biggins
LANÇAMENTO NO BRASIL:
novembro de 2007 (DVD)
DISTRIBUIDORA:
PlayArte










O ORFANATO
















Temos batido na tecla de que os norte-americanos não sabem mais fazer filmes e que todos os outros diretores estrangeiros se saem melhor quando o assunto são as coisas das trevas. O ORFANATO, de Juan Antonio Bayona, mais um representante da nova safra de diretores espanhóis de filmes de terror, é um excelente exemplo de como se pode fazer filmes realmente valiosos usando dos mesmos artifícios e clichês que costumam acabar com as produções da terra do tio Sam.




Se não vejamos:





A mistura bem dosada de elementos da fábula, típicos do universo infantil, com elementos do Horror e do Drama de conotações psicológicas gera filmes muito ricos e de grande força. Um exemplo recente e repleto de qualidades artísticas é O LABIRINTO DO FAUNO, dirigido por Guillermo Del Toro. Após bater recordes de bilheteria na Espanha e ter sido o filme selecionado desse país para uma vaga no Oscar de Filme Estrangeiro, finalmente chega aos nossos cinemas O ORFANATO, produzido por Del Toro e dirigido pelo jovem e promissor Juan Antonio Bayona. Exemplar típico do que denominamos como Cinema Fantástico, O ORFANATO é um filme obrigatório para os muitos fãs de outro filme dirigido por um espanhol: OS OUTROS, com Nicole Kidman.Assim como OS OUTROS, O ORFANATO tem a ambientação de sua trama extremamente atmosférica em um casarão antigo que guarda muitos mistérios. Na abertura do filme vemos a cena que registra uma singela brincadeira entre crianças, onde uma delas conta números de olhos fechados e de costas e ao se virar as outras crianças começam a se aproximar dela. A paisagem é bela em meio ao campo com o velho casarão ao fundo. A abertura dos créditos é bem interessante mostrando mãos de crianças rasgando uma espécie de papel de parede e criam assim a expectativa para os futuros jogos sobrenaturais que serão mostrados no filme.



Uma das ex-internas do antigo orfanato, Pilar, retorna com o marido e o filho para viver na velha casa, onde pretende ajudar outras crianças sem família, assim como ela foi um dia naquele velho e misterioso casarão. Tudo começa sutilmente a acontecer quando seu filho passa a dizer que seus amigos da casa querem brincar com ele. Pilar e o marido acreditam que o menino está brincando com amigos imaginários, mas aos poucos eles descobrem que os tais amigos imaginários são ameaçadores espíritos de crianças dominadas por um líder que se revela no decorrer do filme como uma figura monstruosa. A sequência da revelação do tal “Monstro” é um dos pontos altos do filme.



Pilar e o marido, sempre céticos e ioncrédulos, acham que nada de sobrenatural está acontecendo até o momento em que o filho desaparece durante uma festa, na primeira parte do filme. Nessa mesma festa surge a materialização da criança monstruosa, com uma máscara de pano no rosto que ataca Pilar no corredor da mansão, em uma sequência inesperada e assustadora. Paralelo a essa aparição aparece em cena a sinistra figura de uma velha chamada Benigna, que parece saber muito sobre o filho de Pilar e sobre o passado do antigo orfanato. A trama vai se desenrolando e novos mistérios surgem a cada momento. Pilar e o marido divergem sobre a questão sobrenatural que os cerca e esse detalhe da trama conduz para a antológica sequência da Sessão Espírita. Visivelmente inspirada no Clássico do Horror Britânico: A Casa da Noite Eterna, a sequência é mostrada através de monitores que controlam a médium que anda pela casa e passa a sentir a presença dos perturbados espíritos que habitam o orfanato e os horrores ligados a morte deles. As tonalidades verdes criam uma atmosfera ainda mais densa e a montagem dessa excelente sequência é primorosa. Destaque total para a presença da veterana atriz Geraldine Chaplin. Uma interessante curiosidade é o fato do próprio produtor do filme Guillermo Del Toro ser fã de A CASA DA NOITE ETERNA, e ainda por cima ter um roteiro pronto para uma refilmagem desse clássico. Então não é por acaso que essa sequência da Sessão Espírita ter tanta força em O ORFANATO.



Existem várias citações, implícitas e explícitas ao Clássico PETER PAN. A figura do menino imortal vivendo na Terra do Nunca aparece tanto de maneira poética, quanto de maneira subversiva no filme. A excelente trilha sonora sublinha muito bem as belas imagens do filme. As sequências na praia e dentro da caverna são muito eficientes. A cena da mulher moribunda com a boca escancarada lembra uma das imagens recorrentes dos filmes de Del Toro e sua obsessão por mandíbulas e rostos extremamente expressivos. É certo que eu esperava um filme com cenas mais sangrentas e extremas, mas a proposta do filme é trabalhar com as atmosferas de suspense e de construção de uma trama surreal, sobrenatural e mágica. Não esperem um novo Labirinto do Fauno, a referência maior é mesmo a de OS OUTROS. A versão exibida nos cinemas brasileiros é a integral, sem cortes, com 110 min, dez minutos a mais do que a cópia lançada nos EUA. É muito inteligente a descoberta dos mistérios do antigo orfanato através dos jogos propostos pelos espíritos das crianças. Pilar, como a única que realmente pertenceu àquele lugar, parece ter sido a escolhido para fazer as descobertas macabras e perturbadoras. Com uma fotografia muito criativa, O ORFANATO também dialoga com outro filme espanhol interessante lançado recentemente: A SÉTIMA VÍTIMA. Os filmes sobre casas mal-assombradas agora tem um novo exemplar clássico: O ORFANATO.




Marcelo Carrard











segunda-feira, 21 de julho de 2008

ALIEN HUNT - CONTATO ALIENÍGENA

Me parece que a geração hippie, que vivia afogada na angustia de ter que lutar pelo estabelecimento de uma liberdade até então apenas sonhada e teorizada em todos os sentidos, tinha mais coragem de fazer acontecer do que esta nossa geração de hoje que tem tudo e não sabe o que fazer com o que tem. Digo isso por que revendo filmes como Alien, o oitavo passageiro e O Enigma do Outro Mundo tenho a impressão de que os diretores, roteiristas e produtores de filmes de terror e sci-fi perderam a ousadia. De outra forma como seria possível que um filme de 1979 contivesse cenas tão impactantes que jamais fossem superadas nem mesmo pela força de nossa revolução tecnológica? O cinema atual tem simplesmente TODAS as possibilidades para fazer O QUE QUISER mas...não faz! Ah, se Ridley Scott, nos anos 70, ao menos sonhasse em ter em suas mãos as possibilidades que hojem existem com o cinema digital. E mesmo assim, seu filme é ainda neste momento o principal, o maior, e o melhor e mais importante filme de alienígenas de todos os tempos (com todo respeito ao ET e ao CONTATOS IMEDIATOS do Spielberg, é claro!).

Ao longo destas últimas décadas alguns trabalhos surgiram e despontaram como provaveis sucessores de Alien porém, TODOS morreram na praia; afogados num mar de roteiros mal elaborados e insalubres e em produções de extremo mal gosto e má-vontade.

Recentemente o filme SINAIS ensaiou um retorno ao antigo sub-gênero terror+suspense+ficção, porém ocorre que a obra de Shyamalan é apenas uma em meio à miríade de outros títulos vergonhosos e, assim, não teve forças para encabeçar uma retomada aos bons dias do tema.

Não creio que citar ARQUIVO X seja pertinente pois estamos falando sobre cinema e não televisão e estamos considerando que a primeira experiência da turma de Chris Carter na telona foi uma atroz decepção.

Este CONTATO ALIENÍGENA chegou em nossas mãos com a promessa de ser um novo Alien. E foi com grande ansiedade que nos recostamos à cadeira do papai para degustá-lo.

Vejam o que dizem dele por aí:

Para uma equipe de pesquisa da Nasa localizada em uma remota parte da Antártica é um dia normal de trabalho até que o satélite capta um misterioso sinal vindo de um estranho objeto que está há vários metros abaixo da camada de gelo. Suspeitando que este objeto não seja da terra, o cientista chefe imediatamente entra em contato com Julian Rome (James Spader), um velho amigo que costumava trabalhar para uma facção do governo americano que busca inteligência extraterrestre. Embarcando no próximo vôo para o pólo sul, este aposentado "caçador de alienígenas" é levado diante do objeto não identificado que está envolto em gelo. Após construir um decodificador, Rome rapidamente decifra o complexo código matemático e descobre que a mensagem é um alerta extraterrestre. Agora é uma assustadora corrida contra o tempo para prevenir a total aniquilação do planeta neste eletrizante thriller de ficção científica.




Bem, tenho que dizer que, apesar de estar um pouco acima da média, Alien Hunt está anos luz de Alien - mesmo em se tratando de qualquer um da franquia!

Ocorre que a direção do filme parece não entender nada de filmes de ficção-científica ou mesmo de filmes com efeitos especiais, ou ainda, de filmes bons dos anos 70/80. A utilização de efeitos em CG é uma desgraça! O surgimento do monstro ocorre em meio a um festival de luzes que mais se assemelha a uma comemoração de natal, um show pirotécnico qualquer...

Até este ponto, tudo certo, afinal são os novos tempos! Mas quando até as mortes do pessoal da equipe do laboratório começam a ocorrer com uso de efeitos de computador ai não dá mais! Chego a pensar que a turma que faz estes filmes anda com preguiça de trabalhar!

Resumindo: Alien Hunt não é um filme ruim de todo. Tem momentos de tensão que funcionam e um et até legalzinho. Mas se visto à luz dos clássicos, se revela somente mais uma grande decepção.
Ah, tem um ponto curioso: se vc assistiu "2001 - UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO", e quer saber como está o ator Keir Dullea hoje em dia, ele também está em Alien Hunt. Tente encontrá-lo por lá e volte aqui para nos contar como foi a experiência.



FICHA TÉCNICA



(Alien Hunter, Estados Unidos, 2003). 92 minutos


Direção: Ron KraussRoteiro: J. S. Cardone, a partir de história de J. S. Cardone e Boaz Davidson

Produção: Scott Einbinder e Carol Kottenbrook

Produção Executiva: Avi Lerner

Fotografia: Darko Suvak

Música: Tim JonesEdição: Amanda I. Kirpaul

Efeitos Especiais: Willie Botha e Brian Wade

Efeitos Visuais: Simeon Asenov


Elenco:


James Spader (Prof. Julian Rome), Janine Eser (Dra. Katherine Brecher), John Lynch (Dr. Michael Straub), Nikolai Binev (Dr. Alexi Gierach), Leslie Stefanson (Nyla Olson), Aimee Graham (Shelly Klein), Stuart Charno (Abell), Carl Lewis (Grisham), Svetla Vasileva (Dacia Petrov), Roy Dotrice (Dr. John Bachman), Bert Emmett (Gordon Osler), Velimer Velev (Alienígena), Anthony Crivello, Kaloian Vodenichrov, George Stanchev, Rufus Dorsev, Woody Schultz, Keir Dullea.